segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Poesia(elegia)


Paraple(le)gia


Lamentamos a quase morte do homem
Sentimos por tuas perdas e agonizamos

Num assento etéreo vemos o mundo passar
Vegetamos numa bolha de atitudes inúteis

Vemos guerra, morte e violência
e nada procuramos fazer

Olhamos com revolta sim,
mas quem vai ser o primeiro a se mover?

Queremos amar intensamente todos os dias
Queremos nos doar a esse amor todos os dias?

O humano afundou-se numa lama suja
que está nas nossas palavras e comportamento

Dorme profundo, e agora só pode olhar
porque sente raiva de seu próprio estado

Um dia sonha em levantar e andar
mas não saberia o que ou como fazer

Desiste então da iniciativa
e toda a dor torna a rever

Qual será o destino desse corpo?
O que Deus reserva para nós?

Só sei que ainda obervamos parados
para a morte caminhando e sendo levados.



31/10/09



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